O envelhecimento biológico está associado a declínio nos sistemas neuromusculares e cardiovasculares, resultando numa incapacidade para a realização de atividades diárias.
Além disso, a diminuição da potência muscular relacionada à idade é também um importante preditor de limitações funcionais não só em população idosa com patologia como também em idosos saudáveis.
Com o aumento da população envelhecida, juntamente com todas as comorbilidades associadas à idade, surge a necessidade de criar estratégias para melhorar a qualidade de vida e saúde, prevenindo o aparecimento e/ou retardando as patologias mais comuns associadas ao aumento da idade.
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O treino de força e resistência promove adaptações neuromusculares e cardiovasculares. Estas adaptações induzidas pelo treino de força incluem a hipertrofia, o aumento da capacidade de recrutamento da unidade motora e taxa de disparo da unidade motora. Estas adaptações neuromusculares resultam numa melhoria de força muscular significativa, aliada ao desenvolvimento de potência. Por outro lado, o treino de resistência induz adaptações centrais e periféricas que melhoram a função cardiovascular e a capacidade muscular de gerar energia via metabolismo oxidativo.
O papel do profissional do exercício e saúde que trabalha com a população idosa é, por isso, o de atuar na prevenção e trabalhar para atenuar comorbilidades, potenciando a funcionalidade e individualidade desta faixa etária.
A diminuição da mobilidade e função do core são dois exemplos de parâmetros a trabalhar nesta população. A prevalência destas duas características é um importante fator que contribui para a fragilidade, aumento de risco de queda e perda de independência, pelo que deve ser um dos grandes focos de intervenção.
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Para além destes dois parâmetros, potenciar as capacidades neuromusculares e cardiovasculares torna-se fundamental para o aumento da qualidade de vida, bem como da funcionalidade da população idosa.
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