Em países desenvolvidos, são realizados anualmente cerca de 500 a 1000 procedimentos cirúrgicos abdominais a cada 100.000 habitantes. Relativamente a essas cirurgias, destacam-se as torácicas e abdominais alta, que consistem em métodos rotineiros para o tratamento de diversas doenças e para o diagnóstico de determinadas condições.
As cirurgias abdominais altas compreendem os procedimentos realizados nos quadrantes superiores da região abdominal e possuem alto índice de complicações pulmonares, devido à proximidade do local de intervenção com o músculo diafragma e o tórax. A incidência de comprometimento pulmonar de relevância clínica varia de 5% a 30% no pós-operatório de cirurgias abdominais, e a taxa de prevalência das complicações respiratórias varia de 17 a 88% nas cirurgias abdominais altas.
A fisioterapia respiratória é uma alternativa terapêutica que atua tanto na prevenção quanto no tratamento de complicações pulmonares pós-operatórias e tem como propósito um restabelecimento precoce da função pulmonar.
Tendo noção desta importância, o estudo de Daísa S. et al., teve como objetivo debater sobre as informações mais recentes do ponto de vista da literatura, acerca da fisioterapia respiratória no pós-operatório da cirurgia abdominal alta, bem como confrontar e expor várias opiniões de diversos autores e estudos.
Dos estudos abordados no artigo, são debatidos temas tais como a espirometria de incentivo, a fisioterapia respiratória convencional e a ventilação mecânica (pelo método invasivo e pela máscara de pressão expiratória positiva).
Com este estudo foi possível discutir as principais técnicas de fisioterapia respiratória utilizadas no pós-operatório de cirurgia abdominal alta, entretanto, não foi possível eleger uma terapia que fosse essencial para o tratamento. Por outro lado, todos os estudos ressaltam a importância da fisioterapia para a redução ou prevenção de complicações pulmonares.
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